Investir em vacinas é mais barato do que prolongar auxílios à população, diz presidente do BC
15/12/2020 15:09 em Novidades

 

O presidente do Banco CentralRoberto Campos Neto, afirmou nesta terça-feira (15) que é mais barato o governo focar em fechar acordos para vacinar a população contra a Covid-19 do que prolongar o auxílio emergencial.

O governo tem indicado que não prolongará o auxílio emergencial em 2021. Segundo o ministro da Economia, Paulo Guedes, há algumas parcelas a serem pagas à população no começo do ano que vem, mas relativas ao benefício aprovado neste ano.

A área econômica dado sinais de que esses serão os últimos pagamentos do benefício. Porém, há iniciativas no Congresso Nacional para estender a ajuda por mais alguns meses. 

De acordo com o presidente do Banco Central, na maior parte dos países da Europa, assim como no Brasil, está havendo redução da mobilidade por conta do aumento da contaminação pelo novo coronavírus nas últimas semanas.

estimativa do governo para o pagamento do auxílio emergencial é de R$ 321 bilhões, representando o maior gasto do pacote de combate à pandemia do novo coronavírus. 

Embora o benefício tenha previsão para terminar em 2020, Guedes explicou recentemente que algumas parcelas da programação deverão ser pagas somente em 2021. Ao mesmo tempo, as despesas previstas com a vacinação da população estão estimadas em até R$ 25 bilhões.

Na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada nesta terça-feira, o Banco Central alertou, novamente, que o prolongamento das políticas fiscais de resposta à pandemia que piore a trajetória fiscal do país, ou frustrações em relação à continuidade das reformas, podem elevar os prêmios de risco (taxa de juros paga aos investidores). 

Esse também é um dos fatores considerados pelo BC que podem levar ao aumento da taxa básica de juros da economia, atualmente na mínima histórica de 2% ao ano, ao longo de 2021. 

 

Informações e Imagem: G1

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